
Desta vez, dedicamos a Cena Aberta aos bailarinos e a todos que fazem da dança o seu trabalho.
Dia 30 de Maio na sede do sindicato, Av. D.Carlos I, nº72 D, 2º andar, em Lisboa.
21h30 - Conversa informal com a presença das bailarinas Maria Reis Lima, Marina Frangioia e Sara Chéu e da Companhia Nacional de Bailado, Carla Pereira e Carlos Pinillos
23h - Música, copos e convívio
Aparece e traz amigos! Se ainda não és sócio, podes aproveitar para fazer a tua inscrição durante o evento!
Convida os teus amigos através do evento de Facebook.
"Cultura é Trabalho
Trabalhar na cultura em Portugal. As necessidades e as dificuldades. Exploração, precariedade, desemprego, trabalho sem direitos. Desistência e emigração. As garantias de liberdade de criação e difusão. Desresponsabilização e desinvestimento do Estado. As políticas de desmantelamento da estrutura do Estado de apoio à cultura e às artes. É ou não, no momento presente, o elogio do mecenato uma estratégia para acabar com esse apoio. Os limites do mercado e da indústria. A colonização cultural. O direito de todos à criação e fruição. Associativismo e ensino artístico. O direito dos mais jovens ao seu momento inadiável de criar e de exercer as suas capacidades.
A excepção cultural não é negociável!
O dia 13 de março de 2013 corre o risco de ser o marco de uma enorme e escandalosa reviravolta na construção da Europa.
É o dia em que a Comissão Europeia, instigada pelo Comissário Karel de Gucht, decidiu espezinhar a excepção cultural ao adoptar um projecto de mandato de negociação que integra os serviços audiovisuais e cinematográficos nas discussões comerciais que terão início este verão com os Estados Unidos.
Ficaram esquecidas as palavras entusiastas do Presidente Barroso que assegurava em 2005 que "na escala de valores, a cultura vem á frente da economia". Foram varridas todas as declarações de amor ao cinema do mesmo Presidente Barroso quando os cineastas se viram obrigados a mobilizar-se para defender o programa MEDIA. E o que aconteceu a esse slogan encabeçado pela Comissão: "A Europa ama o cinema"?.
A alguns meses do fim da sua presidência é difícil saber que marca o Senhor Barroso quer deixar na história da Europa. Neste momento, é infelizmente a imagem da demissão cultural que domina.
Parece inclusivamente não ter retido a lição que ele próprio dava ainda há pouco: "a resposta para a crise, é a cultura".
Não nos enganemos, o mandato de negociação proposto é uma renúncia, uma capitulação, uma ruptura.
Há 20 anos, foi sobre o território europeu que foi forjada esta vontade comum de apoiar a criação e de promover a sua diversidade.
A Cultura está no coração da identidade e do ideal europeus.
Há 20 anos, a excepção cultural irrompia na paisagem internacional e permitia o reconhecimento de um estatuto específico nas obras do espírito que não podem ser consideradas bens como as outras e que devem ser excluídas das negociações comerciais.
Há 20 anos, por altura dos acordos do GATS, foi em nome da excepção cultural que a criação e a diversidade linguística puderam continuar a beneficiar das regras de protecção e de apoio.
O balanço é positivo para aqueles que querem ver com objectividade: a diversidade cultural é hoje uma realidade para a maioria dos territórios, factor de permuta e de compreensão mútua, mas também geradora de emprego e de crescimento.
A Europa que amamos é aquela que trabalhou para fazer emergir a Convenção da UNESCO de 2005 sobre a protecção e a promoção da diversidade das expressões culturais e que a confirmou em grande pompa
desde 2006, reunindo 126 países do mundo inteiro. A Europa que amamos é aquela que o mundo olha com orgulho como iniciadora e portadora dessa grande ideia.
Com a adopção deste mandato de negociação que iria reduzir a cultura a uma moeda de troca, a Comissão (com a excepção de três comissários que votaram contra) renunciou a defender a excepção cultural. Ela recusou-se e recusou os compromissos que tinha tomado, não hesitando em fazer prova de uma lamentável duplicidade.
Nós recusamos esta Europa que quer doravante subtrair-se aos grandes princípios colocados pela Convenção nomeadamente aquele que consagra a soberania cultural dos Estados Unidos.
Face aos Estados Unidos onde a indústria do divertimento é a segunda fonte de exportação, a liberalização do audiovisual e do cinema significaria o desmantelamento anunciado de tudo o que protegeu, promoveu e desenvolveu a cultura europeia. Esta política, ampliada por uma hiper- indulgência fiscal para os gigantes americanos do digital, parece querer confundir-nos no que é uma vontade consciente de desprezar a cultura europeia.
Aqueles que, em nome da Europa, terão encoberto ou aceitado esta demissão ficarão definitivamente em dívida aos olhos da História. A diversidade cultural não pode ser uma moeda de troca, ele deve manter-se uma ambição, uma exigência e um comprometimento.
Não é demasiado tarde!
Bater-nos-emos para que a Europa continue a escrever a sua História, pelo espírito, pela Cultura, por um outro olhar sobre si e sobre o Mundo a fim de que os cidadãos possam trazer respostas profundas e complexas aos desafios que o nosso tempo levanta.
As personalidades europeias signatárias fazem solenemente apelo aos chefes d' Estado europeus para que se pronunciem em favor da exclusão dos serviços audiovisuais e cinematográficos das negociações entre a Europa e os Estados Unidos.
Assine a petição aqui.
PRIMEIROS SIGNATÁRIOS
Um espaço aberto a conversa e convívio aos associados, futuros associados, amigos e curiosos do CENA - Sindicato dos Músicos e dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual.
Será projectado o documentário "Cinema Português", um filme que fez parte do protesto em São Bento, em 2012 a propósito da Nova Lei do Cinema.
Contaremos com a presença de um dos membros da direcção do Cena, assim como o núcleo de sindicalizados na cidade do Porto.
Dia 12 de Maio às 16h no Maus Hábitos.
Todos os interessados poderão colocar dúvidas, fazer propostas e efectuar a sua inscrição no Cena.
A empresa Music&Friends Co., enviou para o CENA - provavelmente sem saber a quem se dirigia - um anúncio de castings abertos para locutores e cantores. A participação neste casting serve para integrar a base de dados desta empresa, ainda assim quem teria de pagar a realização dos mesmos eram os próprios locutores e cantores. Aqui fica a nossa resposta:
Mais uma coisa estranha Ou não.
Convocamos todos os músicos e profissionais do espectáculo e audiovisual para as 14:00h junto ao Hotel Mundial no Martim Moniz em Lisboa, para subirmos a Avenida Almirante Reis com o movimento sindical unitário da CGTP-IN.
O ponto de encontro será do lado esquerdo, para quem esteja de frente para a entrada principal.
O dia do trabalhador tem um significado cada vez mais importante, sobretudo para as profissões de carácter intermitente, que continuam a ser encaradas como um hobbie pelos sucessivos governos.
O 1ºde Maio é o dia especialmente reservado para dar voz aos profissionais que vêem as suas vidas e o seu trabalho dificultados por medidas cegas e nada produtivas.
Contamos com a tua presença para mostrar que existimos e que não desistimos.

Que este dia 29 de Abril assinale um marco na defesa de melhores condições para a dança e para os seus profissionais, ajudando a que no futuro possamos fazê-la e vê-la com uma só preocupação: a sua fruição.
O CENA divulga a mensagem oficial do Dia Mundial da Dança escrita pelo presidente do CID - Conselho Internacional da Dança:
"Em 1973, um grupo de pessoas de diversos países se reuniram dentro do "Palais de l'UNESCO" em Paris, para fundar o Conselho Internacional de Dança. A organização mundial para a arte da música já existia há muitos anos, bem como a do teatro, por isso era natural que se pensasse que a dança deveria ter seu próprio órgão.
Os fundadores eram profissionais da dança ativos em balé clássico e dança moderna; os membros posteriores também continuaram sendo renomados bailarinos, coreógrafos e professores de dança destas duas áreas, de vários países, principalmente europeus. O consagrado coreógrafo alemão Kurt Jooss foi eleito como Presidente.
Muito mais tarde, a partir de 1999, a participação foi aberta a personalidades de outras formas de dança: contemporâneo, tango, indiano, terapêutica tradicional, oriental etc. Agora pode-se dizer que a CID é verdadeiramente representativa quando se trata de dançar expressões idiomáticas, áreas geográficas e funções. Estudiosos constituem um número expressivo: professores universitários, detentores de título de doutor(a), autores de livros de dança, pesquisadores. Organizações como federações, sindicatos, departamentos universitários, associações ou agrupamentos regionais permanecem como a categoria mais importante de membros.
O portal do CID é uma ferramenta útil para qualquer um na área, pois contém a lista completa dos membros, bem como os livros e revistas publicados por seus membros, que também são autores. O recurso mais usado é o Diretório Global Dance, contendo mais de 300 mil profissionais de dança em 200 países, um feito único entre todas as artes e ciências. O Dia da Dança é o programa mais conhecido, comemorado em todas as partes do globo.
Cada profissional ativo em dança é convidado a solicitar a adesão, os candidatos são admitidos após avaliação de seu perfil ou após a nomeação por outro membro. O número de membros cresce constantemente, como uma prova de vitalidade e abertura. O "Dança Day 2013" é dedicado ao 40 º aniversário da CID. Quanto mais forte se torna o CID mais dançarinos vão se sentir unidos e fortalecidos."
Alkis Raftis
presidente do Conselho Internacional de Dança CID
(tradução em português do Brasil)
Texto e subscrição da moção aqui.
Assina, divulga e recolhe assinaturas para derrubar este governo de uma vez por todas!